sábado, 15 de agosto de 2009

MP pede retirada de símbolos religiosos de órgãos públicos


BRASIL (*) - O Ministério Público Federal em São Paulo pediu que a Justiça obrigue a União a retirar todos os símbolos religiosos fixados em locais de grande visibilidade e atendimento ao público em órgãos públicos federais no Estado. No pedido, a Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão pede também a aplicação de multa diária simbólica de R$ 1 em caso de descumprimento. A multa deverá servir como um contador do desrespeito à determinação judicial. O prazo proposto pelo Ministério Público para a retirada dos símbolos é de até 120 dias após a decisão. Segundo o Ministério Público, a ostentação de símbolos religiosos seria uma ofensa à liberdade de crença dos cidadãos. Além disso, o órgão argumenta que a Constituição Federal determina que o Brasil é um Estado laico, ou seja, onde não há vinculação entre o poder público e a religião. Para o procurador regional dos Direitos do Cidadão e autor da ação, Jefferson Aparecido Dias, cabe ao Estado proteger todas as manifestações religiosas sem tomar partido de alguma. "Quando o Estado ostenta um símbolo religioso de uma determinada religião em uma repartição pública está discriminando todas as demais ou mesmo quem não tem religião afrontando o que diz a Constituição", defendeu. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse considerar um exagero tal ação. "Tomara que não mandem derrubar o Cristo Redentor", ironizou o ministro, antes de participar de uma banca de doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Ao se referir à ação civil pública com pedido de liminar da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, ajuizada no último dia 31 de julho, o ministro afirmou que o MPF tem "muito mais coisa para fazer" antes de se preocupar com essa temática. "Se nós olharmos sob a perspectiva do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), por exemplo, há presídios lotados, falta de respeito aos direitos humanos, uma série de questões que não são respeitadas, falta mesmo de atenção, processos prescrevendo no Ministério Público. Eu diria que há muito mais coisa para se fazer que cuidar desse tipo de assunto", declarou. O presidente do STF reconheceu que o tema dos símbolos religiosos tem gerado debates jurídicos em todo o mundo, mas reiterou que a questão está cercada de exageros. "Se aprofundarmos essa discussão e formos radicais, vamos rever o calendário? Nós estamos agora no ano de 2009, que significa 2009 anos depois de Cristo. Vamos colocar isso em xeque? O próprio calendário, o sábado, o domingo, será revisto? A Páscoa, o Natal?", questionou. "Muito daquilo que se diz que é algo religioso, uma expressão de símbolo religioso, na verdade é uma expressão da civilização ocidental cristã", opinou.

IRÃ QUER ATACAR ISRAEL


Por Parisa Hafezi


TEERÃ (Reuters) - A Guarda Revolucionária do Irã informou neste sábado que o país atacará as instalações nucleares de Israel se o Estado judaico fizer uma ofensiva contra a nação, afirmou a emissora de televisão estatal.


“Se o regime Sionista (Israel) atacar o Irã, iremos certamente atacar suas instalações nucleares com nossa capacidade de mísseis”, afirmou Mohammad Ali Jafari, comandante supremo da Guarda, à emissora al-Alam.


A Guarda Revolucionária é o braço ideológico dos militares iranianos, com capacidades aéreas, marítimas e terrestres e uma estrutura de comando separada para unidades regulares.


Líderes iranianos frequentemente descartam falar sobre um possível ataque a Israel, dizendo que o Estado judaico não está em posição de ameaçar o Irã, o quinto maior exportador de petróleo do mundo. Eles dizem que o Irã responderá a qualquer ofensiva atacando alvos dos EUA e Israel.


“Não somos responsáveis por esse regime e tolices de outros inimigos. Se atacarem o Irã, nossa resposta será firme e precisa”, afirmou Jafari à televisão estatal.


Estados Unidos, Israel e outros aliados do Ocidente temem que o Irã esteja enriquecendo urânio com o objetivo de produzir armas nucleares e não descartam uma ação militar caso a diplomacia não resolva a disputa. O Irã afirma que o programa tem apenas a meta de gerar energia.


Israel, que conhecidamente é a única força nuclear do Oriente Médio, tem repetidamente descrito o programa nuclear iraniano como uma ameaça à sua existência. O Irã se recusa a reconhecer o Estado judaico.


“SEM MEDO”
Jafari disse que Israel está ao alcance das armas iranianas. “Nossa capacidade de mísseis coloca todo o regime Sionista dentro do alcance de ataque do Irã”, disse. “O regime Sionista é muito pequeno para ameaçar o Irã.”


Especialistas dizem que o Irã raramente revela detalhes suficientes sobre seus novos equipamentos militares, tornando difícil determinar sua capacidade de ataque.


Israel acredita que um escudo de mísseis acordado com os EUA protegeria o país contra qualquer possível ataque, mas Jafari afirmou que tal escudo poderia proteger Israel apenas de uma “forma limitada”.


O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou em maio que o Irã testou um míssil que analistas de defesa dizem que pode atingir Israel e bases dos EUA no Golfo Pérsico. Washington disse que o teste foi um “passo na direção errada” para remover as preocupações sobre o programa nuclear do país.


Se atacado, o Irã tem repetidamente ameaçado fechar o Estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 40 por cento do petróleo comercializado pelo mundo. Os militares dos EUA prometem evitar tal ação.


Ahmadinejad, que já afirmou que Israel deveria ser eliminado do mapa, foi reeleito em uma polêmica votação em 12 de junho, que espalhou as maiores revoltas internas no país desde a Revolução Islâmica de 1979.


Fonte: O Globo

E AS PEDRAS FALAM: Pedra no Mar Morto confirma divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo


Cientistas israelenses analisaram cuidadosamente uma laje de pedra (foto), com perto de 100 centímetros de altura, que contém 87 linhas em hebraico. Ela data de vários lustros antes do nascimento de Jesus Cristo.


A descoberta abalou os círculos de arqueologia bíblica hebraicos porque prova que os judeus alimentavam a expectativa de um Messias que haveria de vir e que ressuscitaria três dias depois de morto.


Para os católicos a pedra é mais uma confirmação da Fé e das Escrituras. Porém, a descoberta semeou consternação entre os judeus, pois é uma prova da divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.


O achado deixa em situação incômoda a Sinagoga que O crucificou e os que compartilham o deicídio.


A placa foi achada perto do Mar Morto e é um raro exemplo de inscrição em tinta sobre pedra em duas colunas como a Torá (equivalente ao Pentateuco nas escrituras hebraicas).


Para Daniel Boyarin, professor do Talmude na Universidade de Berkeley, a peça é mais uma evidência de que Jesus Cristo corresponde ao Messias tradicionalmente esperado pelos judeus. Ada Yardeni e Binyamin Elitzur, especialistas israelenses em escrita hebraica, após detalhada análise, concluíram que datava do fim do primeiro século antes de Cristo. O professor de arqueologia da Universidade de Tel Aviv, Yuval Goren fez uma análise química e acha que não se pode duvidar de sua autenticidade.


Israel Knohl, professor de estudos bíblicos da Universidade Hebraica, defende que a pedra prova que a “a ressurreição depois de três dias é uma idéia anterior de Jesus, o que contradiz praticamente toda a atual visão acadêmica”. Compreende-se a confusão e a contradição que a descoberta cria no judaísmo.

NOVA ENCÍCLICA PROPÕE AUTORIDADE POLÍTICA MUNDIAL


CIDADE DO VATICANO - O papa Bento XVI pediu que uma "Autoridade política mundial" ordene a economia mundial e que haja maior regulação governamental das economias nacionais para tirar o mundo da atual crise e evitar que ela se repita.


O chamado do papa para que se repense o modo como a economia mundial é conduzida foi feito em uma nova encíclica, que tratou de algumas questões sociais, mas cujo principal fio condutor é o modo como a atual crise afetou países ricos e pobres.


Denominada "A Caridade na Verdade", a encíclica tem partes que parecem prestes a incomodar os conservadores por causa de sua rejeição subliminar do capitalismo desenfreado e das forças de mercado sem regulamentação, que ele disse que conduziram à violação "perfeitamente destrutiva" do sistema.


Em vários trechos da encíclica Bento XVI deixa claro que tem grandes reservas em relação ao mercado totalmente livre.


''A convicção de que a economia deve ser autônoma, de que deve ser preservada de 'influências' de caráter moral conduziu o homem a fazer mau uso do processo econômico de uma maneira destrutiva'' - afirmou o papa na encíclica.


O papa afirmou que toda decisão econômica tem uma consequência moral e pediu "formas de redistribuição" da riqueza supervisionadas por governos para ajudar os mais afetados pelas crises.


Bento XVI escreveu ainda que "há uma necessidade urgente de uma autoridade política verdadeira no mundo", cuja tarefa seria "ordenar a economia mundial; reavivar economias atingidas pela crise; evitar qualquer deterioração da crise atual e os desequilíbrios maiores que resultariam dela".


Tal autoridade deveria ser "regulamentada por lei" e "teria de ser reconhecida universalmente e ser investida de poder efetivo para garantir segurança a todos, consideração pela justiça e respeito pelos direitos."


''Obviamente teria de possuir a autoridade de garantir o cumprimento de suas decisões por todas as partes, e também o cumprimento das medidas coordenadas adotadas em vários fóruns internacionais''- disse.


''A Organização das Nações Unidas (ONU), instituições econômicas e as finanças internacionais, todos têm de ser reformados "mesmo em meio a uma recessão mundial", afirmou o papa na encíclica, um livreto de 141 páginas.


Uma encíclica é a mais elevada forma de documentos papais, pela qual se apresenta a mais clara indicação ao 1,1 bilhão de católicos do mundo, bem como às pessoas de outras religiões, sobre o que o pontífice e o Vaticano pensam sobre determinadas questões morais e sociais.


A nova encíclica é dirigida aos católicos e também a "todas as pessoas de boa vontade". Foi divulgada na véspera da cúpula do G8, na Itália, e também três dias antes de o papa discutir a desaceleração mundial como presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.


A encíclica foi divulgada um dia antes da abertura, na cidade de L'Aquila, na Itália, da cúpula do G8, que reúne os líderes dos sete países mais ricos do mundo e a Rússia, e onde a crise econômica deve ser o principal tema de discussões.


MAIS UM CUMPRIMENTO DE PROFECIA BÍBLICA

Menino ajoelha-se na lama que restou do rio Eufrates perto da aldeia de Jubaish, no Iraque

"E o sexto anjo derramou a sua taça sobre o grande rio Eufrates; e a sua água secou-se, para que se preparasse o caminho dos reis do oriente" (Apocalipse 16.12)

Rio Eufrates sofre há dois anos com seca e poderá desaparecer do Iraque

Campbell Robertson (Iraque)


Por todos os pântanos, os coletores de junco, pisando em terra por onde antes flutuavam, gritavam para os visitantes em um barco de passagem."Maaku mai!" eles gritavam, erguendo suas foices enferrujadas. "Não há água!"O Eufrates está secando. Estrangulado pelas políticas de água dos vizinhos do Iraque, a Turquia e a Síria; dois anos de seca e anos de uso inadequado pelo Iraque e seus agricultores, o rio está significativamente menor do que há apenas poucos anos. Algumas autoridades temem que em breve poderá ser a metade do que era.O encolhimento do Eufrates, um rio tão crucial para o nascimento da civilização que o Livro do Apocalipse profetizou sua seca como um sinal do final dos tempos, tem dizimado as fazendas ao longo de suas margens, tem deixado pescadores empobrecidos e esvaziado as cidades à beira do rio, à medida que os agricultores fogem para cidades maiores à procura de trabalho.

Os pobres sofrem mais agudamente, mas todos os estratos sociais estão sentindo os efeitos: xeques, diplomatas e até membros do Parlamento que se retiram para suas fazendas após semanas em Bagdá.Ao longo do rio, os campos de arroz e trigo se transformaram em terra árida. Os canais encolheram para ribeirões rasos e os barcos de pesca ficam encalhados na terra seca. Bombas que visavam alimentar as usinas de tratamento de água balançam inutilmente sobre poças marrons."Os velhos dizem que é o pior de que se recordam", disse Sayd Diyia, um pescador de 34 anos de Hindiya, sentado em um café à beira do rio cheio de colegas ociosos. "Eu estou dependendo das graças de Deus."A seca é grande por todo o Iraque. A área cultivada com trigo e cevada no norte alimentado pela chuva caiu cerca de 95% do habitual, e os pomares de tâmaras e laranjas do leste estão ressecados. Por dois anos as chuvas estão muito abaixo do normal, deixando reservatórios secos. As autoridades americanas preveem que a produção de trigo e cevada será pouco mais da metade daquela de dois anos atrás.É uma crise que ameaça as raízes da identidade do Iraque, não apenas como a terra entre dois rios, mas como uma nação que já foi a maior exportadora de tâmaras do mundo, que antes fornecia cevada para a cerveja alemã e que tem orgulho patriótico de seu caro arroz âmbar.Agora o Iraque está importando mais e mais grãos. Os produtores rurais ao longo do Eufrates dizem, com raiva e desespero, que terão que abandonar o arroz âmbar por variedades mais baratas.As secas não são raras no Iraque, apesar das autoridades dizerem que nos últimos anos estão ocorrendo com maior frequência. Mas a seca é apenas parte do que está sufocando o Eufrates e seu irmão gêmeo maior e mais saudável, o Tigre. Os culpados citados com maior frequência são os governos turco e sírio. O Iraque tem muita água, mas é um país que está corrente abaixo. Há pelo menos sete represas no Eufrates na Turquia e na Síria, segundo as autoridades de água iraquianas, e sem nenhum tratado ou acordo, o governo iraquiano fica reduzido a implorar por água junto aos seus vizinhos.Em uma conferência em Bagdá -na qual os participantes beberam água engarrafada da Arábia Saudita, um país com uma fração da água doce do Iraque- as autoridades falavam em desastre."Nós temos uma sede real no Iraque", disse Ali Baban, o ministro do Planejamento. "Nossa agricultura vai morrer, nossas cidades vão definhar e nenhum Estado pode ficar quieto em uma situação dessas."Recentemente, o ministério da água anunciou que a Turquia dobrou o fluxo de água para o Eufrates, salvando o período de plantio de arroz em algumas áreas.A medida aumentou o fluxo de água em cerca de 60% de sua média, apenas o suficiente para atender metade das necessidades de irrigação para a estação de arroz. Apesar da Turquia ter concordado em manter o fluxo e até aumentá-lo, não há compromisso que exija que o país o faça.Com o Eufrates exibindo poucos sinais de melhora da saúde, a amargura em torno da água do Iraque ameaça se transformar em fonte de tensão por meses, ou até mesmo anos, entre o Iraque e seus vizinhos. Muitas autoridades americanas, turcas e até mesmo iraquianas, desdenhando as acusações como postura de ano eleitoral, disseram que o problema real está nas deploráveis políticas de gestão de águas do próprio Iraque."Costumava haver água por toda a parte", disse Abduredha Joda, 40 anos, sentando em sua choupana de junco em um terreno seco e rochoso fora de Karbala. Joda, que descreve sua situação difícil com um sorriso cansado, cresceu perto de Basra, mas fugiu para Bagdá quando Saddam Hussein drenou os grandes pântanos do sul do Iraque em retaliação pelo levante xiita de 1991. Ele chegou a Karbala em 2004 para pescar e criar búfalos d'água nos ricos alagadiços que o lembravam de seu lar. "Neste ano é apenas um deserto", ele disse.Ao longo do rio, não há falta de ressentimento em relação aos turcos e sírios. Mas também há ressentimento contra os americanos, curdos, iranianos e o governo iraquiano, todos eles responsabilizados. A escassez transforma todos em inimigos.As áreas sunitas rio acima parecem ter água suficiente, observou Joda, um comentário cheio de implicações.As autoridades dizem que nada melhorará se o Iraque não tratar seriamente de suas próprias políticas de água e de sua história de má gestão de águas. Canais que vazam e práticas de irrigação perdulárias desperdiçam água, e a má drenagem deixa os campos tão salgados com a evaporação da água que mulheres e crianças escavam imensos montes brancos das piscinas de água de rolamento.Em uma manhã escaldante em Diwaniya, Bashia Mohammed, 60 anos, trabalhava em uma piscina de drenagem ao lado da estrada colhendo sal, a única fonte de renda de sua família, agora que sua plantação de arroz secou. Mas a fazenda morta não era a crise real."Não há água do rio para bebermos", ela disse, se referindo ao canal que flui do Eufrates. "Agora está totalmente seco e contém água de esgoto. Eles cavam poços, mas às vezes a água simplesmente é cortada e temos que beber do rio. Todos meus filhos estão doentes por causa da água."No sudeste, onde o Eufrates se aproxima do fim de sua jornada de 2.784 quilômetros e se mistura com as águas menos salgadas do Tigre antes de desaguar no Golfo Pérsico, a situação é grave. Os pântanos de lá, que foram intencionalmente reinundados em 2003, resgatando a cultura antiga dos árabes do pântano, estão secando novamente. Os carneiros pastam em terras no meio do rio.Os produtores rurais, coletores de junco e criadores de búfalos continuam trabalhando, mas dizem que não poderão continuar se a água permanecer assim."O próximo inverno será a última chance", disse Hashem Hilead Shehi, um agricultor de 73 anos que vive em uma aldeia seca a oeste dos pântanos. "Se não conseguirmos plantar, então todas as famílias terão que partir."
Amir A. al-Obeidi, Mohammed Hussein e Abeer Mohammed contribuíram com reportagem.
Tradução: George El Khouri Andolfato

sábado, 11 de julho de 2009

Um bunker para uma possível hecatombe



Caverna no Ártico vai guardar todas variedades de alimentos do mundo para o caso de uma catástrofe planetária


Rick Weiss
Um cofre de alta segurança medindo quase a metade de um campo de futebol americano (cerca de 45 metros x 24 metros), será escavado numa montanha numa ilha remota acima do Círculo Polar Ártico.


Se as cercas que estão sendo erguidas, os detectores de movimento e as portas de aço herméticas não forem suficientes para desestimular qualquer pessoa a violar o interior de concreto da instalação, os ursos polares que rondam do lado de fora deverão ajudar.


Os mais de 100 países que endossaram coletivamente a construção do cofre dizem que será o ambiente mais seguro de seu tipo no mundo. Diante do que está em jogo, dizem eles, nada menos do que isso resolveria.


Quais são seus preciosos conteúdos? Sementes - milhões e milhões delas - de virtualmente todas as variedades de alimentos existentes no planeta.


As sementes de plantio são a fonte de sustento dos seres humanos, o produto de 10 mil anos de reprodução seletiva que datam dos primórdios da agricultura.


O “cofre do juízo final” como alguns o estão chamando, é a cópia de segurança fundamental na eventualidade de uma catástrofe planetária - o lugar aonde ir se a Terra for atingida por um asteróide, se houver um holocausto nuclear ou uma guerra biológica, para que a humanidade não precise começar de zero novamente.


Antes apenas um sonho - embora um sonho sombrio, atraente somente em comparação com o pesadelo que precederia seu uso - o armazém do planeta está prestes a se transformar numa realidade.


Ontem, no árido posto avançado norueguês de Svalbard, os primeiros-ministros de cinco países e um pequeno grupo de funcionários de alto escalão lançaram a pedra fundamental do que será, de fato, o Forte Knox (a zona de segurança máxima usada para guardar as reservas de ouro dos EUA) das sementes.


“Teremos a base biológica de toda a agricultura que realmente tem alguma relevância”, disse Cary Fowler, secretário-executivo da Global Crop Diversity Trust (Fundo de Diversidade de Lavoura Global), a organização internacional que está coordenando a criação do cofre juntamente com o governo da Noruega. “É uma realização espetacular, e será a mais segura que os seres humanos são capazes de fazer.”


Se o progresso continuar durante a curta estação de construção deste verão e do próximo, a caverna de alta tecnologia começará a aceitar depósitos de pequenos bancos de sementes e de organizações agrícolas e científicas na primavera de 2007, segundo os termos de um tratado internacional que entrou em vigor há dois anos.


Depois, a porta será fechada. E o Cofre Internacional de Sementes de Savalbard entrará em hibernação - um plano para garantir a sobrevivência da civilização humana.


Os cientistas calculam que existam 2 milhões de variedades de plantas usadas para alimentação e forragem hoje em dia. Isso inclui 100 mil variedades de arroz, o mais usado alimento da dieta humana, e mais de mil espécies de banana, uma fruta nutritiva de importância global.


As sementes dessas culturas, que podem ser menores que sementes de papoula ou tão grandes quanto cocos, são repositórios de valor inestimável do DNA das plantas. São a matéria-prima que os agricultores e pesquisadores usam para desenvolver plantas mais produtivas e nutritivas capazes de suportar alterações climáticas, novas doenças ou pragas.

domingo, 21 de junho de 2009

O Reino de Cristo: São Papías e Pe Lacunza, S.J.

Cristo Rei


São Papias


Pe Manuel Lacunza, S. J.



Muita tinta tem-se derramado sobre o fato de São Papías ter tido contato direto com o Apóstolo São João, o escritor do Apocalipse. É bem provável que o testemunho de Santo Irineu de Lião sobre isso seja fidedigno. A Catholic Encyclopedia também defende que Papías foi discípulo do autor do Apocalipse e declara:



O Bispo Pápias de Hierápolis, discípulo de S. João,
surgiu como defensor do milenarismo. Ele afirmava que recebera a sua doutrina de
contemporâneos dos Apóstolos, e Irineu conta que outros ‘Presbíteros’, que
haviam visto e ouvido o discípulo João, aprenderam dele a crença no milenarismo
como parte da doutrina do Senhor. Segundo Eusébio
[1], Papias, em seu livro, asseverou que a
ressurreição dos mortos seria seguida de mil anos de um reino visível, glorioso
e terrestre de Cristo.”

Também São Justino, nascido na Palestina, que sofreu o martírio em Roma por volta de 165, Santo Irineu, bispo de Lião, que morreu em 202, Tertuliano, que morreu em 222, e o grande escritor Lactâncio, se encontram na lista daqueles que assim pensavam e ensinavam. Eles, se não tiveram contato direto com os apóstolos, foram contemporâneos aos mesmos e conviveram certamente com outros que tiveram contato com os primeiro escolhidos do Senhor, como é o caso de Papías.


O próprio São Pedro, primeiro pastor supremo, fala de um novo céu e de uma nova terra. Os elementos abrasados se dissolverão e tudo o que existe dará lugar a estes novos céus e terra. O Ap. 20 é muito claro. Façamos antes algumas considerações.


A obra "La venida del Messias en gloria y Majestad" , do Pe Manuel Lacunza, pode colocar lume em nossa forma de ver as coisas. Por ela podemos perceber que um dos maiores males que grassam já de longo data no mundo católico, está firmado numa certa negligência e indiferença no que se refere ao estudo da Divina Escritura. Se os fariseus e escribas tivessem sido diligentes no estudo das profecias, certamente não teriam rejeitado a Nosso Senhor Jesus Cristo. Atualmente, nos meios cristãos, também está a ocorrer a mesma coisa: partes importantes da Revelação sobre a vinda gloriosa de Cristo são omitidas ou simplesmente reduzidas ao âmbito do alegorismo. Como diz Lacunza, "já temos regras próprias para não entender jamais o que lemos na Escritura." Foi daí que surgiram as grandes heresias, dos alegorismos.


Ora, quando vemos as Testemunhas de Jeová negando a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e uma série de outras verdades, inclusive a da existência da Inferno, o que podemos pensar? A culpa seria da Escritura? Seria a Escritura tão ambígua para dar margem a tantas interpretações errôneas? Evidentemente, não! Quando lemos no Evangelho de São João que "No princípio era o Verbo e o Verbo estava com Deus e o Verbo era Deus" e que "o Verbo se fez carne e habitou entre nós" não temos motivo algum para duvidar que Cristo é Deus encarnado. Mas por que as Testemunhas de Jeová não crêem nisso? A resposta funda-se primeiramente no fato de serem orgulhosos e não poderem, portanto, conceber o Mistério da Santíssima Trindade. Por isso eles criaram uma interpretação alegórica desta passagem tão clara da Escritura. Por que os protestantes não aceitam o fato de Nosso Senhor Jesus Cristo estar realmente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade nas espécies consagradas do pão e do vinho? Pelo mesmo fato de interpretarem alegoricamente as palavras de Nosso Senhor. Por que motivo os "teólogos" como Ratzinger e outros insistem em aliar o Darwinismo à Criação, sendo que estes são diametralmente opostos? Igualmente pelo mesmo fato de insistirem no alegorismo. Ah, dizem eles, a ciência já muito avançou, portanto, não é possível crer que Deus tenha, literalmente, feito o homem, este deve ser fruto de uma série de processos evolutivos fomentados pelo próprio Deus (para não parecer ateísmo) que teria infundido a potência evolutiva na matéria inerte. Pode, contudo, a matéria gerar a inteligência (razão) e, portanto, a alma? Gozam os homens de maior credibilidade que Deus? Não analisaram estes homens orgulhosos que tudo o que Deus disse por meio de Sua Santa Palavra cumpriu-se e está a se cumprir literalmente? Com estes alegorismos a Sagrada Escritura passou a ser um livro de enigmas. Evidentemente, na Escritura há algumas passagens difíceis, (não impossíveis!) de se entender, por isso o Apóstolo São Pedro reprova não as passagens, mas aos ignorantes e vacilantes que as torcem, como fazem com as demais Escrituras, para a própria perdição. (II Pd 3, 16) Vejamos, amados irmãos, como temos que defender não somente a inerrância, mas também a objetividade das Sagradas Escrituras, mesmo quando as mesmas encerram algumas passagens difíceis. Outro ponto importante a ser esclarecido é o referente ao Magistério solene dos Papas e bispos fiéis reunidos nos Concílios. Quando a Igreja congregada no Espírito Santo proclamou solenemente verdades tão importantes da nossa Fé, na maioria dos Santos Concílios (Divindade de Cristo, por exemplo), a mesma nunca acrescentou nada à Revelação, mas apenas tinha como objetivo central o combate às heresias que se levantavam para confundir:


*Nicéia I – combateu o arianismo;
*Constantinopla I – combateu o macedonismo;
*Éfeso – combateu o nestorianismo e o pelagianismo (que vive até hoje);
*Calcedônia – combateu o eutioquismo;
*Constantinopla II – renovou a condenação do nestorianismo e condenou o origianismo;
*Constantinopla III – condenou o monotelismo;
*Nicéia II – condenou os iconoclastas;
*Constantinopla IV – condenou Fócio;
*Latrão I – condenou a Simonia e as investiduras leigas;
*Latrão II – condenou o cisma de Anacleto;
*Latrão III – condenou os albigenses;
*Latrão IV – condenou os albigenses e os valdenses;
*Constança – condenou o Concílio de Piza;
*Trento – condenou o protestantismo.

Temos que dar a devida atenção a este ponto porque, às vezes, tem-se a impressão de que a igreja afirmou tais coisas pelo fato de as Escrituras não terem sido suficientemente claras em si mesmas, o que não é verdade. Donde vemos que o Magistério não completa a Revelação, como se faltasse algo à mesma, mas somente a confirma e ensina. Recentemente, vi um teólogo dizendo algumas besteiras na televisão: “para os protestantes a Revelação encerrou-se com a Bíblia, para nós ela continua até hoje, através dos Concílios...” Tal afirmação não procede! (O teólogo ainda por cima teve a coragem de dizer que o Vaticano II faz parte da Revelação! Ora, este mesmo Concílio disse que a Revelação de Cristo encerrou-se na cruz! O que também não é verdade.)


A Igreja nos Concílios sempre tinha em vista, quando proclamava os dogmas, combater e refutar os heréticos que criavam confusões cheias de sofismas utilizando-se das próprias Escrituras. O problema não estava nas Escrituras, mas sim nos heréticos que as deturpavam. Então, a Igreja, para o bem dos fiéis, confirmava solenemente aquilo que sempre fora crido universalmente (TRADIÇÃO DIVINA) para a humilhação daqueles vacilantes de que falava o Apóstolo São Pedro.

É preciso reconhecer, no entanto, que há elementos, principalmente no contexto da escatologia, que a Santa Igreja recebeu - porque a Revelação dada é plena -, mas que ainda não foram explicitados, ou melhor, não tomaram o seu significado verdadeiro no entendimento dos fiéis. Havia, nos primeiros séculos, outros temas que, contudo, eram mais principais e urgentes para a salvação dos fiéis (profissão de Fé e sacramentos, por exemplo) em tempos de heresias, estes receberam o seu sentido real como deve ser perpetuamente mantido e entendido, senão, de outra forma, os fiéis se perderiam com significados múltiplos, como acontece nas seitas protestantes. A questão magna é: até que ponto os santos padres, principalmente os posteriores ao IV século, teriam a clareza devida do que vivemos hoje, neste tempo tão singular da história da humanidade? Não foi um grande perigo para a teologia este distanciamento do sentido intrínseco da Escritura? Podemos atualmente, contudo, enxergar os sentidos das profecias muito melhor, pois estamos mais próximos do cumprimento das mesmas, aliás, estamos vendo o seu cumprimento.Temos que compreender igualmente que há alguns critérios a seguir para não cairmos no livre exame das Escrituras, indo, possivelmente, contra coisas já definidas solenemente pela Igreja:


1º Critério: Que a passagem que se lê, ou melhor, que se interpreta, não pertença imediatamente à substância da Religião ou aos dogmas universais da Igreja, como também à moral. Sobre isso disse a Sessão IV do Concílio de Trento: "em coisas pertencentes à Fé e aos costumes que visam a propagação da Doutrina Cristã, violentando a Sagrada Escritura pra apoiar os seus ditames contra o sentido já dado pela Santa Mãe a Igreja, à qual privativamente cabe determinar o verdadeiro sentido e interpretação das sagradas letras; nem tão pouco contra o unânime consentimento dos padres."


2º Critério: Que a inteligência da passagem que se interpreta seja, por parte dos santos padres, de mera suspeita ou conjectura, não havendo, portanto, consenso unânime ou verdade declarada como de Fé.


3º Critério: Que aquele ponto que se interpreta não tenha sido tratado de propósito determinado pelos santos padres, de maneira que os mesmos tivessem provado, determinado e resolvido tal passagem como verdade e tendo tido o contrário por erro. Que a passagem interpretada tenha sido apenas tratada incidentemente em algum sermão ou homilia, não de maneira determinada e unânime.Seguindo estes critérios, podemos estudar confiantemente as Sagradas Escrituras, principalmente no que se refere à Escatologia ( a Parusia, a Ressurreição e o Reinado de Cristo, etc.), pois boa parte desta temática não pertence imediatamente ao dogma e à moral, e os antigos não a trataram com propósito determinado, além do que não há um consentimento unânime dos santos padres sobre isso.Sobre o Reinado de Cristo pudemos ver que é uma questão aberta na Igreja. Muitos, no entanto, pensam o contrário, pensam que a Igreja condenou o reinado em si. Estudando melhor a história i fiel poderá perceber que a crença no reinado de Cristo era um sentimento comum em muitos varões eclesiásticos e mártires, segundo as palavras do próprio São Jerônimo. Um erudito da atualidade, Dr. Homero Johas, assegura que realmente não há nenhuma condenação da Igreja em relação a isso. É, portanto, matéria livre.


Todavia, correm, hoje, os católicos o mesmo risco que os judeus da época de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles abraçaram a um sistema geral de concepções errôneas sobre as Escrituras, e se acomodaram ao mesmo deixando as Escrituras em si. Hoje também existe um sistema de idéias arbitrárias nos meios católicos no que é referente à Vinda Gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo, ao que a antecede e ao que a sucederá. Naquilo que se ensina ainda faltam muitas coisas substanciais e que estão fora do seu legítimo lugar. Vejamos então um pequeno resumo daquilo que deveria ser ensinado: Nosso Senhor virá do céu à terra, acompanhado dos seus anjos e santos já ressuscitados. Virá para julgar os vivos e os mortos, e isso em dois juízos diversos no modo e no tempo. Deve, portanto, haver um espaço de tempo considerável entre a Vinda do Senhor e o Juízo dos mortos, ou ressurreição universal.Em relação ao milênio, há três grupos, os dois primeiros a Igreja condenou, não por causa do milênio, mas por causa das interpretações errôneas que aqueles faziam do mesmo:

I. Os herejes: colocavam nestas coisas a bem aventurança do homem. Reino de prazeres carnais. (Cerinto)


II. Os rabinos e judaizantes: No reinado de Cristo todos os homens serão obrigados a cunmprir a lei mosaica (circuncisão). Primazia judaica sobre o mundo. Dentre eles fez parte um bispo africano chamado Nepos.


III. Os católicos pios: uma multidão de santos e mártires, entre eles São Justino, Santo Irineu e São Papías que era amigo do apóstolo São João, com quem conversou diversas vezes. Cristo virá e reinará na terra por mil anos, os fiéis gozarão de delícias espirituais pela presença do senhor e no fim haverá uma prova final: satanás será solto. Após isso se dará o juízo final. Sobre eles disse Lactâncio: "esta é a doutrina dos santos, dos padres, dos profetas, é a que seguimos os cristãos."


O milênio católico, pela propagação dos primeiros mártires e pelo sentido intrínseco das Escrituras, é tão certo quanto o ar que respiramos. No entanto como será a vivência do mesmo isso só saberemos se cehgarmos lá. Que os adversários do reino de Cristo pensem bem para não jogarem ao chão a criança junto com a água suja.


A.M.D.G.V.M.


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*Ainda que seja verdadeiro o que disse Eusébio sobre Papías ter tido contato com um outro João (não o evangelista) podemos constatar que era um pensamento unânime em meio aos Padres Apostólicos a crença no reino milenar de Cristo.